Póvoa de Rio de Moinhos
Este site encontra-se agora num novo dominio: http:\\povoa.rio.moinhos.googlepages.com/index.html Site não oficial da freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos no Concelho de Castelo Branco, onde poderá conhecer um pouco da sua história, ver imagens, mapas, etc.
Historial e Toponímia
Inicialmente denominada Popula
Póvoa, esta freguesia encontra-se a cerca de dezoito quiló metros da sede do concelho. Cerca de 850
habitantes vivem actualmente numa área que ultrapassa os 2500 hectares.
O nome da freguesia é algo
dúbio se tivermos em conta a realidade actual. Póvoa de Rio de Moinhos terá sido terra de muitos moinhos,
por certo, mas que com o tempo foram desaparecendo. Ao longo dos séculos, e enquanto os moinhos
abundaram, a freguesia assumiria especial preponderância nas actividades ligadas à moagem e às pescas.
A toponímia local é reveladora da antiguidade do povoamento da região e território, onde se encontra;
o topónimo “Póvoa”, deriva do baixo-latim “popula” e do português arcaico “povoo”, que tem o sentido
de “terra entregue para ser povoada”. Num dicionário iremos encontrar:
substantivo feminino
pequena povoação; casal.
(Do lat. popùlu-, «povo»)
S. Lourenço
de Póvoa de Rio de Moinhos é terra muito antiga, habitada desde tempos imemoriais. Não há muitos vestígios
dessa época, porque não resistiram à erosão do tempo, mas decerto que o que se passou no concelho se aplica
por inteiro a esta freguesia.
Os primeiros vestígios de sedentarização em Castelo Branco remontam ao
quarto milénio a.C. Foi sensivelmente a partir dessa altura que começaram a chegar à Península Ibérica povos
de origem mediterrânica, que introduziram a agricultura e a pastorícia na orla marítima e em algumas regiões
do interior.
Ao mesmo tempo, desenvolve-se em todo o País o megalitismo - uma
cultura marcada pela construção de grandes monumentos funerários, nos quais realizavam cerimónias religiosas
e sepultavam os seus mortos. Mais que monumentos, os megálitos eram templos. Corporizaram a vida social e
económica daqueles povos. São a primeira manifestação material do Neolítico na Europa. Ainda hoje, em algumas
regiões do "velho continente", como a Escócia ou a Irlanda, continuam a surgir dolmens e antas,
alinhamentos e cromeleques. Um fenómeno que se deu em vários locais e em tempos diferentes.
Apesar o seu povoamento remontar ao período pré-romano, como o atestam alguns vestígios que há
alguns anos foram encontrados na sua área, a freguesia encontrava-se despovoada aquando da Reconquista
Cristã. Para repovoar um território que poderia ter uma importante função defensiva para o futuro de
Portugal, D. Afonso III doou-o à Ordem dos Templários, que doravante procuraram trazer população para
terras até então incultas.
Póvoa de Rio de Moinhos foi um curato anexo à vigairaria de S. Vicente
da Beira e da apresentação alternada do vigário e do comendador daquela vila. O cura tinha de rendimento
anual sete mil e quinhentos réis de côngrua e o pé-de-altar. A nível administrativo, pertenceu a este
concelho até 1871, passando então para o de Castelo Branco.
Em termos
patrimoniais, um aspecto particularmente interessante apela à nossa atenção. Aqui, a arquitectura erudita,
na qual se incluem solares e casas brasonadas, conjuga-se de forma harmoniosa com a arquitectura
popular, composta por humildes e bonitas casas com balcão.
Da bonita
capela da Senhora da Encarnação, diz Pinho Leal no seu "Portugal Antigo e Moderno": "Em uma alegre e
deliciosa paizagem, na qual se alternam as vinhas e os pomares a um quilómetro do logar da
Póvoa de Rio de Moinhos, entre elle e o de Tinalhas, está edificada a antiquissima capella
de Nossa Senhora da Encarnação, ignorando-se quando ou por quem foi fundada. Faz-se-lhe a sua
festa na segunda oitava da Páscoa. Teve capellão e ermitão, apresentados pelo povo, que era
o que fabricava o templo e cuidava do seu aceio e conservação. É uma romaria muito concorrida".
Quanto à igreja paroquial, é semelhante à maioria dos templos rurais
desta região. Cumpre com dignidade e eficiência, sem grandes brilhantismos porque a tal não está
obrigada, a função para que foi criada. Algumas imagens sagradas no seu interior merecem um olhar,
bem como o altar-mor. É consagrada a S. Lourenço.
Na fachada de uma velha casa que pertenceu
à Junta de Freguesia e que hoje é de um particular, está incrustado um escudo real dos primeiros
reis da Nacionalidade até D. Afonso III (1279). Não se sabe, no entanto, qual a origem deste
escudo e desde quando é que se encontra no termo de Póvoa de Rio de Moinhos.
Esta aldeia, na qual vivem menos de mil pessoas, está sobretudo virada para a agricultura. O azeite e a cortiça são aqui dois dos produtos mais importantes a nível económico. A pecuária representa também fatia importante das finanças das populações locais. Quanto à indústria, é de pequena dimensão e está representada por algumas unidades de diversos ramos. A feira anual, no segundo domingo de Outubro, traz à freguesia uma componente de grande alegria e entusiasmo a nível comercial.
Curiosas tradições desta região, e que em Póvoa de Rio de Moinhos se aplicam inteiramente, são as alvíssaras. Por outras palavras, a encomenda das almas pela época da Páscoa.
http://www.cmmangualde.pt/default.asp?pag=html/conteudo57.htm
Agenda/Eventos
15 de Dezembro - "Moliére" de Carlo Godini, apresentado pelo grupo Teatro das Beiras - Cine-Teatro Avenida
Notícias
Aposta na formação
A freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos tem apostado fortemente na formação. Lucinda Martins, a cumprir o seu primeiro mandato como presidente da Junta de Freguesia, diz que esta é sem quaisquer dúvidas, uma aposta ganha (...) >>>
Clube Desportivo PRM
2008-03-09 PRM vs Vilarregense 2008-03-09 PRM vs Escalos Cima 2008-03-16 Atalaia do Campo vs PRM 2008-03-30 PRM vs Águias do Moradal 2008-04-06 Vit. Sernache vs PRM 2008-04-13 PRM vs Proença-a-Nova
09/03/2008 - Notícias 20/11/2007 - Blog 04/11/2007 - Edital - Mapas (carta militar, limites de freguesia) 25/09/2007 - Blog - Edital 16/09/2007 - Menu 'Outros Sites': Censos - Efemérides 22/08/2007 - Mapa do google; alguns marcadores com "olhe à volta" - Ponte Pedrinha - Escola Primaria
Efemérides
(...) no dia 31 de Janeiro mas
do ano de 1674, nasceu na Póvoa de Rio de Moinhos, Diogo Álvares, que foi
capitão do Exército Português e combatente destemido, que se notabilizou em 1704
contra os Castelhanos, envolvidos na Guerra da Sucessão de Espanha. Foi um dos
mais abastados proprietários agrícolas de Alcains. O seu solar, em Castelo
Branco, que depois foi propriedade dos Viscondes de Oleiros e seus descendentes,
e hoje é o edifício da Câmara Municipal de Castelo Branco, manteve-se na posse
dos seus herdeiros, até que em 1935, Francisco Rebelo de Albuquerque vendeu o
palácio à Câmara de Castelo Branco.
Os extensos campos agrícolas, entre Alcains e Póvoa de Rio de Moinhos, eram quase todos propriedade do capitão Diogo
Alvares, que possuía os maiores rebanhos de ovelhas e cabras da região. Exerceu vários cargos políticos,
na província, encontrando-se o seu nome em vários documentos oficiais da época, relacionados com Castelo Branco.
Veio a falecer em Alcains, no dia 6 de Agosto de 1754, com 80 anos de idade.(...)
A vila era do senhorio do Mestrado de Avis e não tinha castelo. A portagem rendia 6.000 a 7.000 reais, metade do Comendador da vila e metade do Mosteiro de S. Jorge de Coimbra. Os moradores da póvoa de Rio de Moinhos, termo da vila, eram foreiros do dito mosteiro e comendador; avaliava-se em 4000 reais a soma que renderia a cada um. A judiaria da vila andava junta com a de Castelo Branco. Na vila havia um tributo chamado «soldo dagoa», pago pelo conselho, e que rendia 1.600 reais; tinha-o então Vasco Gil de Castelo Branco. O comendador da vila era então João Tavares, que vivia na Covilhã Fonte: Estudos de história medieval,Virgínia Rau,1986
Cantão da Beira-Baxa. Castello-Branco..Castello-Branco, Povoa do Rio de Moinhos. Covilham............Covilham, Caria, Sarzedo. Fundão..............Fundão, Alcaide, Alpedrinha, Castelo-Novo, S. Vicente. Idanha a Nova ....Idanha aNova, Atalaia, Idanha a Velha, proença a Velha, Rosmaninhal, Salvaterra do Extremo, Segura, S. Miguel d'Ache, Zibreira. Penamacôr.........Penamacôr, Bemposta, Medelim, Monsanto, Pena-Garcia. Sarzedas............Sarzedas, Alvaro, Oleiros, Proença a Nova, Sobreira Formosa, Villa Velha de Ròdão. Fonte: Parecer sobre os meios de se restaurar o governo representativo em Portugal,1832
Povoa de Rio de Moinhos. Villa do distrito de Castello Branco. Pertence ao conselho e com rea da mesma capital e tem cerca de 1.000 hab. Fonte: Novo diccionario encyclopedico illustrado da lingua portugueza,1926
Algumas das outras têm designações singulares:«romaria dos aneis» Azurara (Vila-doConde), «festas dos restos», na Póvoa-de-Rio-de-Moinhos, «festa das Papas», em Alcains (Castelo-Branco), descrita por Jaime Lopes Dias na Etnografia da Beira. Fonte: Ocidente,1938
Povoa de Rio de Moinhos tem 280 visinhos com huma Igreja Parroquial, Curado annexo à de S. Vicente, que apresentaõ alternativamente o Vigario, & o Cõmendador della, & tres Ermidas : ha neste lugar hum Juiz, que conhece do civel, & passa junto a elle para o Poente o ribeiro Ramalhoso. Fonte: Corografia portugueza, e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal,1708


